Receber a negativa de um medicamento pelo SUS pode gerar insegurança, especialmente quando o tratamento é essencial para a saúde do paciente.
Após descobrir que, em determinadas situações, é possível buscar judicialmente o fornecimento do medicamento, surge uma nova dúvida:
Quais documentos são necessários para ingressar com uma ação judicial?
A resposta é importante porque a documentação médica e administrativa costuma ser um dos principais elementos analisados para compreender a situação do paciente e a necessidade do tratamento.
Neste artigo, explicamos quais documentos geralmente possuem maior relevância em pedidos judiciais relacionados ao fornecimento de medicamentos de alto custo.
Por que a documentação é tão importante?
Em ações envolvendo medicamentos, o Poder Judiciário precisa compreender diversos aspectos do caso concreto, como:
- Qual é a doença do paciente;
- Qual tratamento foi prescrito;
- Por que aquele medicamento é necessário;
- Se existem alternativas terapêuticas disponíveis;
- Se houve negativa administrativa do SUS;
- Qual o impacto da ausência do tratamento.
Por isso, a documentação adequada é fundamental para demonstrar a realidade enfrentada pelo paciente.
A receita médica é suficiente?
A prescrição médica é um documento importante, mas normalmente não é o único documento relevante para análise do caso.
Em muitas situações, também é recomendável a apresentação de relatório médico detalhado explicando:
- O diagnóstico do paciente;
- A evolução da doença;
- Os tratamentos já realizados;
- A justificativa para utilização do medicamento indicado;
- Os riscos decorrentes da ausência do tratamento.
Quanto mais claras forem as informações médicas, mais completa tende a ser a análise da situação.
O relatório médico costuma ser um dos documentos mais importantes
O relatório médico normalmente é um dos principais documentos em demandas relacionadas ao fornecimento de medicamentos.
Isso porque ele permite compreender não apenas qual medicamento foi prescrito, mas também os motivos clínicos que justificam sua utilização.
De forma geral, é recomendável que o relatório contenha:
- Identificação do médico;
- Diagnóstico da doença;
- Histórico clínico relevante;
- Justificativa técnica para o tratamento;
- Informação sobre tratamentos anteriores;
- Consequências da ausência do medicamento.
Cada caso possui características próprias, razão pela qual o conteúdo do relatório pode variar conforme a situação do paciente.
Exames e laudos médicos também podem ser importantes
Dependendo da doença e do tratamento indicado, exames e laudos médicos podem contribuir para demonstrar o quadro clínico do paciente.
Esses documentos ajudam a complementar as informações contidas na prescrição e no relatório médico.
Entre os documentos que podem ser relevantes estão:
- Exames laboratoriais;
- Exames de imagem;
- Laudos médicos especializados;
- Relatórios de acompanhamento clínico.
É importante guardar a negativa do SUS?
Sim.
Sempre que possível, é recomendável guardar qualquer documento que demonstre a negativa administrativa do fornecimento do medicamento.
Essa documentação pode incluir:
- Resposta formal do órgão responsável;
- Protocolos administrativos;
- Comprovantes de solicitação;
- Registros de atendimento.
A negativa administrativa costuma ser um elemento importante para compreensão da situação enfrentada pelo paciente.
É necessário apresentar documentos pessoais?
Sim.
Normalmente são solicitados documentos básicos para identificação do paciente, tais como:
- Documento de identidade;
- CPF;
- Comprovante de residência;
- Cartão do SUS, quando disponível.
Dependendo das circunstâncias do caso, outros documentos também podem ser necessários.
É preciso comprovar a situação financeira?
Em determinadas situações, a condição financeira do paciente pode ser um aspecto relevante para análise do pedido.
Por esse motivo, documentos que demonstrem renda e despesas familiares podem ser solicitados conforme as particularidades de cada caso.
A necessidade dessa documentação varia de acordo com a situação concreta.
O que fazer se algum documento estiver faltando?
Nem sempre o paciente possui toda a documentação necessária no momento em que busca orientação jurídica.
Por isso, é importante não desistir da análise do caso apenas porque determinado documento ainda não foi obtido.
Muitas vezes é possível identificar quais informações precisam ser complementadas e quais providências podem ser adotadas para reunir a documentação necessária.
Como um advogado pode ajudar nessa situação?
A atuação jurídica pode auxiliar na análise da documentação disponível, na identificação de documentos complementares relevantes e na avaliação das medidas cabíveis para cada situação.
Além disso, a orientação especializada permite compreender quais informações médicas e administrativas podem ser importantes para a adequada apresentação do caso.
Cada paciente possui uma realidade própria, razão pela qual a análise individualizada é fundamental para verificar os caminhos disponíveis diante da negativa recebida.
Conclusão
A documentação adequada desempenha papel importante nos pedidos relacionados ao fornecimento de medicamentos de alto custo.
Receitas médicas, relatórios clínicos, exames, comprovantes administrativos e documentos pessoais ajudam a demonstrar a necessidade do tratamento e a situação enfrentada pelo paciente.
Diante de uma negativa do SUS, reunir essas informações e buscar orientação adequada pode ser um passo importante para compreender as alternativas existentes no caso concreto.
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